O legado já chegou

  A região da Barra da Tijuca já começa a usufruir das melhorias originadas pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro. Investimentos em infra- estrutura, projetos imobiliários, empreendimentos comerciais e melhorias urbanísticas estão dando um novo impulso à região que, nas últimas décadas, vem norteando o crescimento da cidade. São quase R$ 15 bilhões aplicados pelo setor público em parceria com grupos privados em mobilidade, saneamento, energia elétrica e instalações esportivas. A conta não inclui os investimentos em unidades residenciais e comerciais, nem em projetos de lajes corporativas, que ainda têm espaço e perspectivas de desenvolvimento acelerado. No primeiro semestre de 2014, a Barra registrou crescimento de 117% no lançamento de novas unidades comerciais e residenciais, em comparação a igual período de 2013, segundo pesquisa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi). Levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e da consultoria Hotellnvest revela que a Barra concentra a maioria dos novos hotéis da cidade. São nada menos de 14 dos 25 que já foram inaugurados desde 2012 e ainda abrirão as portas até dezembro de 2015. Em número de quartos, serão mais 3.720 unidades. A mais nova cadeia a aportar na região é da bandeira Hilton, que constrói um cinco estrelas com 300 quartos. A cada ano um novo shopping chega à região. Em 2012 foi o Village Mall, primeiro shopping de luxo do Rio. No ano passado, o Shopping Metropolitano. Este ano, o Américas Shopping. As obras do Velódromo Olímpico, instalação permanente que será um dos principais polos de competição do Parque Olímpico durante as Olimpíadas de 2016, já começaram. Ao fim dos Jogos, a instalação fará parte do Centro Olímpico de Treinamento (COT), principal legado esportivo do País, voltado para atletas de alto rendimento. Ao todo, o Parque Olímpico abrigará 12 instalações. Recursos da União serão destinados a quatro delas, Centro de Tênis, Centro Aquático, Arena de Handebol e o próprio Velódromo. O Parque Olímpico, por sua vez, dará origem a um novo bairro. O projeto prevê que, até 2030, equipamentos esportivos e novos empreendimentos formarão um bairro residencial sustentável, de tamanho pouco maior que o Leme, na Zona Sul do Rio, que contará com novos componentes de eficiência energética sustentabilidade, acessibilidade e mobilidade, uma vez que será atendido por duas das novas linhas do BRT: Transcarioca e Transolímpica. Vários equipamentos, como a Arena de Handebol, concebidos com base no conceito de arquitetura nômade, serão reaproveitados posteriormente. Depois dei desmontada, a Arena dará lugar a quatro escolas municipais. Já estruturas permanentes como o Centro de Tênis estão sendo desenvolvi das de acordo com parâmetros internacionais e terão a certificação LEED (Leadership in Energy and Environment Desing), para garantir a redução dos impactos ambientais no design, construção ei operação de edificações.   Fonte: O Globo, Especial Cidade Sustentável - 01/09/2014