Construções Sustentáveis

Brasil está entre os primeiros no ranking de empreendimentos verdes

Na Semana do Meio Ambiente (o Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado no dia 05 de junho), é indispensável trazer informações importantes sobre as construções sustentáveis.

A aplicação do conceito de sustentabilidade entrou na pauta dos arquitetos após a Crise do Petróleo, dada na década de 1970, amenizando a utilização de energia e procurando novas formas de utilizá-la. Após o término da crise, o conceito não sumiu, pois a tendência de levar a sustentabilidade cada vez mais a sério só evoluiu a partir de então.

Quando se ouve falar sobre prédio verde ainda há pessoas que rapidamente imaginam um edifício com lindas paredes cobertas de lindas plantas, porém os prédios verdes (ou construções sustentáveis) são muito mais que isso. Existem aspectos que não são ligados necessariamente ao visual da construção, mas sim os mecanismos que a fazem funcionar, ferramentas de manutenção desses prédios e até práticas internas, essas podendo beneficiar não só os usuários, mas também a construtora e a comunidade onde se localiza o empreendimento.

Construção sustentável é um conceito que denomina um conjunto de medidas adotadas durante todas
as etapas da obra que visam a sustentabilidade da edificação. Através da adoção dessas medidas é possível minimizar os impactos negativos sobre o meio ambiente além de promover a economia dos recursos naturais e a melhoria na qualidade de vida dos seus ocupantes. Uma obra sustentável engloba todo o projeto, desde o planejamento até eventuais manutenções após a entrega.

O principal objetivo das construções sustentáveis é atender às necessidades das gerações atuais quando se trata de habitação e ambientes de trabalho, cuidando para não comprometer as gerações futuras, ou seja, preservando meio ambiente.

Gerando apenas benefícios e inovações para as construções, a sustentabilidade tem se apresentado como uma alternativa para diminuir os impactos ambientais de forma que as tecnologias empregadas tragam, além de uma economia de matérias-primas, meios de produzir recursos úteis à comunidade em que a edificação está inserida.

Atualmente as duas certificações ambientais mais utilizadas na construção civil brasileira são o LEED– Leadership in Energy and Environmental Design, emitido pelo Green Building Concil, e o Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), certificação brasileira baseada na francesa e implantada no país pela Fundação Vanzolini. Ambas se preocupam com os principais aspectos de uma construção sustentável, atribuindo pontos a cada item de sustentabilidade conquistado na obra.

O Brasil é o 4º país no ranking mundial de edificações certificadas com a LEED, presente em 167 países. Há no Brasil mais de 500 projetos certificados.

Entre as características que compõem os prédios verdes estão o uso de sistemas elétrico e hidráulico que permitam a utilização de forma racional e evitando o desperdício, a construção do empreendimento, sem poluição, instalação de sistemas de captação da água da chuva para uso doméstico, inclusão de sistema de aquecimento solar, uso de jardins, entre outras ações necessárias.

A presença de vegetação cria espaços de respiro nas construções e nas cidades. São alternativas para evitar o efeito “ilha de calor”, comum nos grandes centros urbanos. Nas áreas construídas, há um aumento do calor provocado pelo concreto. Incentivar a implementação de áreas verdes de diferentes formas, seja em tetos verdes ou em paredes verdes, diminui essa retenção de calor.

Ainda que indicadores do setor, apontem que o preço de implementação de sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo maior do que a construção de um edifício convencional, sua implantação pode representar uma economia de 30% de recursos e despesas, durante o uso e ocupação do imóvel.

Uma das vantagens de aderir a sustentabilidade na construção civil são os incentivos fiscais por parte do governo brasileiro, tanto em âmbito federal, como estadual e municipal, mas também traz uma série de benefícios aos empreendedores e aos corretores de imóveis que negociam esses imóveis, como redução de despesas, com a otimização dos processos, maior controle térmico e demais fatores ambientais, maior possibilidade de despertar a atenção dos clientes através dos argumentos favoráveis, já que a sustentabilidade é um tema cada vez mais exigido pelo consumidor. Outra vantagem é a valorização dos imóveis em relação às unidades convencionais.

É importante lembrar que muitas iniciativas sustentáveis podem ser adotadas não apenas no momento da construção, mas também em reformas e melhorias.

E que essa forma de construção e reforma se difunda cada vez mais na sociedade, pois construir de maneira sustentável é também um meio de oferecer uma melhor qualidade de vida para as pessoas que utilizarão as edificações.