Morar não é possível adiar: Creci-RJ promove ciclo de palestras sobre locação de imóveis urbanos com foco em capacitação profissional

18 de Julho de 2025

Evento reuniu especialistas e corretores de imóveis no auditório da sede do Conselho e reforçou a importância do mercado de locação no cenário atual.

O Creci-RJ, por meio da Universidade Corporativa Unicreci e da Comissão Temática de Locação, promoveu, na última segunda-feira, 15 de julho, no auditório da sede, o ciclo de palestras “Atualidade, Tendências e Regulação do Mercado Imobiliário de Locação”. A iniciativa reforça o compromisso do Conselho com a capacitação contínua da classe profissional e o fortalecimento do segmento de locação, que ganha destaque no atual cenário do mercado imobiliário

A mediação foi conduzida por Elizabeth Lavrador, Secretária-Geral da Comissão de Locação, que abriu o evento destacando o papel do Creci-RJ no apoio à qualificação dos corretores de imóveis.

“É com muita alegria que estou aqui. O Conselho apoia muito a classe profissional, e só não se aprimora quem não quer. A locação exige preparo, atualização e conhecimento técnico”, afirmou.

Isabela Dominici, corretora de imóveis, mediou a mesa na segunda etapa do ciclo de palestras, ressaltando a relevância do ciclo de palestras e agradecendo ao Conselho pela oportunidade.

O vice-presidente do Creci-RJ, Marcelo Moura, ressaltou a relevância do tema no atual momento do setor.

Marcelo Moura (Vice-Presidente do Creci-RJ)

Trago uma mensagem de que o tema hoje é de enorme importância. Sabemos que a compra e venda não está aquecida nesse momento e que a locação está em plena expansão. Nós, enquanto maior autarquia e autoridade do mercado imobiliário no Rio de Janeiro, temos o dever de apoiar e qualificar vocês, corretores, para mostrar à sociedade o quanto somos essenciais. O Creci-RJ é a casa de vocês, e aqui terão todo o suporte para uma carreira promissora”, afirmou Moura.​

O evento contou com a participação de nomes atuantes no segmento, como Wilson Martins, que compartilhou sua trajetória e análise sobre o setor.

Wilson Martins (Docente da Unicreci)

“Atuo há 30 anos no mercado imobiliário e vejo que ainda há uma enorme carência de políticas públicas habitacionais bem definidas. Isso empurra boa parte da população para o instituto da locação urbana. Vocês têm ideia da magnitude e repercussão social que nosso trabalho tem?”, questionou, reforçando que o mercado de locação tem se mostrado altamente rentável. “

Minha empresa nunca rentabilizou tanto. Há uma escassez de oferta devido ao hiato da construção civil e à alta da Selic. O Brasil precisa de mais de 70 milhões de moradias, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua - IBGE). A locação é realidade hoje para 22% da população brasileira e só tende a crescer”, pontuou.

O corretor Rafael Sieiro, Coordenador Adjunto da Comissão de Locação, trouxe a perspectiva prática de quem vive o dia a dia do segmento.

“Falo aqui do que faço e do que gosto de fazer. Mas não é só paixão: a locação é um mercado bilionário e crescente. Um em cada cinco brasileiros mora de aluguel. Lei, doutrina e jurisprudência são fundamentais. Nosso papel é profissionalizar esse mercado cada vez mais”, afirmou Sieiro.

O especialista Sergio Herrera abordou as garantias locatícias, destacando a importância da segurança jurídica e técnica nas transações de locação.

Sergio Herrera (Docente da Unicreci)

“Temos a vantagem de atuar em uma atividade representativa e precisamos usar isso para fortalecer o setor com responsabilidade e competência”, concluiu.

Já o especialista Marcelo Borges tratou de questões relacionadas à locação por temporada e ao contexto atual do segmento.

“O setor de hotelaria provocou uma reflexão sobre locação por temporada no Rio de Janeiro. Hoje, 35 mil imóveis estão anunciados em um dos maiores players de locação por temporada da cidade. Isso é algo superlativo e um verdadeiro fenômeno social, que deve ser observado com atenção e responsabilidade”, destacou Borges.

Encerrando o ciclo, Gabriel Feijó abordou o tema do despejo extrajudicial.

“Agradeço ao Creci-RJ pelo convite e pela oportunidade de falar sobre o despejo extrajudicial, especialmente porque sabemos que o modelo judicial em vigor é ineficiente.

Hoje, a média de duração de um processo judicial de despejo no Brasil é de dois anos. O custo da inadimplência, aliado ao fato de o locatário permanecer no imóvel durante esse período, gera inúmeros prejuízos para o locador. Discutir o despejo extrajudicial é, portanto, resgatar a confiança no nosso mercado”, concluiu Feijó.

O evento reforçou a missão do Creci-RJ, por meio da Unicreci e das comissões temáticas, de estimular a qualificação, o aprimoramento e o protagonismo dos corretores de imóveis no mercado.

Iniciativas como essa mostram que investir em conhecimento é essencial para acompanhar as transformações do setor e garantir uma atuação sólida, ética e eficaz.

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