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A 14 dias da Copa, diárias de imóveis para alugar caem 25% no Rio

  A duas semanas do início da Copa do Mundo, os preços das diárias de imóveis alugados por temporada no Rio estão 25% mais baratos do que os praticados no início deste ano. Do total de imóveis ofertados no período do mundial de futebol, 15% ainda estão vagos, segundo levantamento exclusivo realizado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio (Creci-RJ), a pedido do G1. Enquanto turistas estrangeiros fizeram reservas há mais de um ano, brasileiros deixaram para a última hora. Entre os locais mais procurados estão bairros próximos ao estádio do Maracanã, onde serão realizados sete jogos do mundial de futebol. É o caso da Tijuca, Vila Isabel, São Cristovão e Rio Comprido que apresentaram um aumento de até 60% na oferta de imóveis. Os preços das diárias no entorno do estádio chegam a custar 30% a mais que em bairros próximos. Depois da Grande Tijuca, o bairro mais procurado é Copacabana, na Zona Sul. "Tradicionamente, a Zona Norte não é usada para temporada, mas muita gente fez a oferta [de imóveis] pela proximidade do Maracanã e as facilidades de ir ao estádio a pé, de metrô e até de ônibus", afirmou Darlan de Souza, conselheiro do Creci-RJ. A expectativa é que até a abertura, no dia 12 de junho, os 15% de imóveis vagos já tenham sido alugados. "Os estrangeiros que estarão no Rio para assistir [aos jogos] e trabalhar na Copa já garantiram a hospedagem na cidade há cerca de um ano", avalia Souza. Queda de preços Quem colocou os imóveis para alugar a preços altos, pensando em aumentar a renda, agora está reduzindo os valores. o aluguel de um imóvel em Vila Isabel, no início do ano, valia R$ 60 mil. Faltando 15 dias para a abertura do torneio, está cotado a R$ 45 mil, por exemplo. De acordo com o conselheiro do Creci-RJ, os turistas estrangeiros preferem fazer reservas com antecedência e até pagar mais caro para garantir a hospedagem. Souza já faz uma projeção para o próximo evento no Rio: Jogos Olímpicos de 2016.  "A Zona Oeste, na Barra e Jacarepaguá, terá a mesma proporção de procura que estamos vendo agora na Zona Norte com a Copa, já que muitos jogos serão disputados na região", prevê. Região central é mais barata Torcedores do Nordeste, Sul e Centro-Oeste são os que mais procuram imóveis por temporada na cidade, segundo o Creci-RJ. Apartamentos de dois quartos têm maior procura. Na Zona Sul, a diária de um conjugado custa entre R$ 450 e R$ 600, mesmos valores cobrados por um apartamento de um quarto na região da Tijuca e do Maracanã. Os imóveis mais baratos estão localizados no Centro, Glória e Catete, onde um apartamento (quarto e sala) pode ser alugado por até R$ 300 a diária. Em Ipanema e no Leblon, estão os mais caros. Um imóvel de dois quartos varia entre R$ 1,1 mil até R$ 2,3 mil. Na Zona Norte, um apartamento de três quartos está cotado entre R$ 1,1 mil e R$ 2,5 mil. Um imóvel do mesmo tamanho está avaliado entre R$ 800 e R$ 1 mil, no Grajaú e em Vila Isabel. Pacotes para temporada Em janeiro, o G1 procurou uma imobiliária na Ilha do Governador, na Zona Norte, que oferecia pacotes especiais para temporada durante a Copa do Mundo. O dono da imobiliária, Almir da Cunha Gonzaga, lançou o pacote logo após o sorteio das chaves pela Fifa. Às vésperas do mundial de futebol, ele já começou a receber os turistas que vieram para o Rio assistir ao evento. "Meus primeiros clientes chegaram no último sábado. São uma família de finlandeses que está hospedada na Barra da Tijuca", disse. O empresário disse que está comemorando os contratos fechados para o evento. Segundo ele, foram assinados contratos de 36 dos 50 imóveis disponíveis em oito bairros e muitas consultas e pedidos de orçamento estão em andamento. A maioria foi alugada para estrangeiros. "Meus clientes são da Europa, Estados Unidos, Ásia e Austrália. Muitas empresas que estão chegando para trabalhar. Não tenho a mínima dúvida de que vou alugar todos os imóveis. Foi um sucesso nosso projeto", comemorou. A diária mais barata praticada pela imobiliária é de R$ 800 e a mais alta de R$ 1, 5 mil. A estada mínima é de 20 dias e a máxima de 45 dias, informou Gonzaga. Ele acredita que os motivos da grande procura são os serviços incluídos na diária: café da manhã, limpeza, transporte ida e volta do aeroporto, e advogados à disposição para emergências. Para atender aos turistas, o empresário contratou mais 20 pessoas.   Fonte: G1, Káthia Mello - 29/05/2014