Uma boa alternativa

  As medidas anunciadas pela Caixa Econômica Federal - o banco aumentou a taxa de juros duas vezes este ano e reduziu o percentual a ser financiado, no caso dos imóveis usados - estão fazendo com que muitas famílias adiem a compra da casa própria. No entanto, especialistas afirmam que o consórcio pode ser uma boa alternativa para viabilizar o negócio. "Quem estava poupando para dar entrada na época das regras antigas pode agora utilizar este dinheiro e aplicar no consórcio. A pessoa continuará poupando e terá duas chances de adquirir a unidade: por meio dos lances - nesse caso, ela usa o dinheiro que conseguiu juntar - ou pelo sorteio", explica o economista Gilberto Braga, do Ibmec e da Fundação D. Cabral. O modelo ajuda no planejamento pessoal ou familiar, não cobra juros, não tem saldo devedor e permite poupança a longo prazo, com o objetivo de compra definida. A contemplação acontece por sorteios ou por lances. Outra característica do sistema é que o cliente pode usar até 10% do valor do crédito para despesas com documentação, entre elas seguro, certidões e escritura. É permitido também lançar mão do saldo da conta do FGTS para oferta de lance ou complemento do crédito, amortização de saldo devedor, abatimento de parte de prestações ou liquidação de débito. "De janeiro a março deste ano, pouco mais de 700 consorciados-trabalhadores utilizaram R$ 21,8 milhões de seus saldos em contas do FGTS em suas cotas", afirma Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios Taxa de administração é diluída A pessoa que opta pelo consórcio adquire cota no valor do bem desejado e paga parcelas mensais de acordo com sua capacidade financeira individual ou familiar. Por sorteio ou por lance, todos os meses, há a possibilidade de contemplação. Além de não haver cobrança de juros, a taxa de administração é diluída ao longo do tempo de duração do grupo, tornando cada parcela paga em investimento no imóvel pai a formar ou ampliar o patrimônio próprio. "Quando contemplado, o consorciado poderá utilizar o crédito disponibilizado como se estivesse comprando à vista, negociando descontos e barganhando vantagens", completa Paulo Roberto Rossi.   Fonte: Meia Hora - 21/05/2015