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O imóvel certo para a vida a dois e o planejamento adequado

Recém-casados, a escolha e compra do primeiro imóvel é o pontapé inicial para a vida a dois. O planejamento para a aquisição da casa própria pode ser mais complicado do que os preparativos para a cerimônia. Especialistas do mercado imobiliário revelam que os casais, geralmente, dão preferência para apartamentos comprados na planta, com dois quartos, em Icaraí ou Santa Rosa, bairros de Niterói, com valor até R$ 500 mil. De acordo com o responsável pela construtora Fernandes Maciel, Vicente Maciel Filho, casais mais jovens, com idade entre 28 e 35 anos, procuram mais apartamentos do que casas em Niterói, São Gonçalo e a região. Segundo ele, vale mais a pena comprar na planta, pois se pode pagar aos poucos, sem juros. "Casas são caras e ficam longe. A maioria escolhe plantas de edifícios dentro de condomínios, pois consideram as ruas abertas inseguras. No final da obra, pega-se um financiamento com o banco e segue pagando. Mas, quando não dá para esperar, é bom ter uma poupança de cerca de 20% do valor do imóvel para poder investir", aconselha. Para Vicente, a busca maior é por imóveis com no mínimo dois quartos e sempre com garagem, e a cidade de Niterói é preferida na região que compreende Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, por exemplo, principalmente os bairros Santa Rosa e Jardim Icaraí, na cidade. "Eles até preferem duas garagens, mas imóvel com uma serve. O preço de apartamentos na Zona Sul é de cerca de R$ 500 mil", afirma. O advogado Carlos Victor Ximenes, de 27 anos e a sua noiva, mestranda em Direito, Camilla Gomes, de 24 anos, estão juntos há sete anos. Eles decidiram comprar o seu primeiro imóvel para previsão de entrega no ano do casamento, 2016. "Procuramos muito e tivemos a indicação de conhecidos. Foi difícil encontrar um apartamento pronto ao custo de R$ 500 mil que não precisasse de reparos. Passamos a analisar lançamentos e concluímos que as condições de pagamento do imóvel em construção permitiriam uma pequena flexibilização do orçamento inicial", conta o jovem. Antes de escolher, o casal consultou uma arquiteta, que com estudos de layout possibilitou que identificassem os méritos de cada unidade do lançamento escolhido em Santa Rosa. "Pagaremos, em parcelas, 35% do valor do imóvel na planta, ao longo das obras e, na entrega será pago o restante com financiamento bancário. O bairro foi escolhido devido à facilidade de chegar ao Centro do Rio, onde trabalhamos, além de ter: segurança, opções de lazer, gastronomia e por ser financeiramente bem mais viável do que Icaraí. Optamos por apartamento de três quartos pois precisamos de um home office", explica. Região Oceânica - De acordo com a supervisora de vendas da imobiliária Grupo Imóveis, Alyne Beatriz Figueiredo, que atende na Região Oceânica e no Centro, a maioria dos casais que buscam a empresa optam por casas, em vez de apartamentos, principalmente quando se trata da Região Oceânica. "Com cerca de R$ 450 mil há como comprar casas de porte médio na Região Oceânica. Se forem para Santa Rosa, outro bairro muito procurado, vão ter de morar em um apartamento menor e mais caro. Alguns se preocupam que na casa tenham espaço ainda que pequeno, para fazer, por exemplo, uma área de lazer no futuro", relata Alyne. Quem não tem condições financeiras estáveis para adquirir uma casa e tem em seus planos o desejo de se casar sofre certa dificuldade para encontrar a casa ideal. É a situação dos consultores de vendas, Caroline Marins, de 22 anos, e Jonathan Maia, de 21 anos, que têm uma filha de três anos, e moram de aluguel no Arsenal, em São Gonçalo. Os noivos preferem casa a um apartamento por considerarem importante ter um espaço amplo, como o quintal, para a filha brincar. "Como aqui é meio perigoso, estamos procurando imóveis no bairro, mas queríamos mesmo é encontrar casas em Niterói ou Maricá, porém os preços estão muito altos. Eu morava em Manilha, e lá havia boas casas em áreas mais seguras por R$ 40 mil. No Arsenal, a situação não é tão diferente do que Manilha. No entanto, as residências estão custando de R$ 400 mil a R$ 600 mil", diz. Bairros em ascensão têm preços mais em conta  A estatística Mariana Fontanezi, de 26 anos, e o programador Francisco de Assis, de 28, apostaram em um local que vem ganhando a atenção das construtoras e imobiliárias: a Alameda São Boaventura, no Fonseca, zona norte de Niterói. Eles vão se casar em setembro deste ano. Já a entrega do imóvel - apartamento compacto de dois quartos, com garagem e extensa área de lazer -, está prevista para maio. "A região está cada vez melhor e surgiu um lançamento bem na época em que decidimos nos casar. Começamos a procurar em 2011 e em janeiro de 2012 fechamos o negócio. Filtramos entre valores mais acessíveis, mas fizemos questão de ser um imóvel novo e seguro. Chegamos à conclusão que só podíamos comprar na zona norte. A Alameda nesse ponto é a ideal, porque há ônibus, comércio, padaria, supermercado, tudo perto", avalia. Mariana está muito ansiosa para ver o apartamento pronto. Ela considera o maior desafio tentar entender como funcionam os financiamentos dos bancos para a compra da casa. "Todo fim de semana a gente passa lá para ver qual andar que sobe. Todos os proprietários fazem vistoria. A nossa deve ser em março. A dificuldade é entender o processo do financiamento. Nessa parte, a construtora e o corretor não ajudam. Queremos saber que banco tem as melhores taxas", destaca. A escolha por locais em constante melhora também foi adotada pelo auxiliar de cartório Anderson Andrade, 27 anos, e a auxiliar jurídica, Jennifer Bittencourt, de mesma idade. Juntos há sete anos e oito meses, eles vão se casar em abril deste ano. O apartamento, comprado na planta, ficará no bairro de Nova Cidade, em São Gonçalo e tem previsão de entrega das chaves para junho de 2014. "Por sermos jovens, pensamos em um investimento em longo prazo, além de fugir do aluguel, pois estaremos pagando um bem nosso. Procuramos apartamentos entre R$ 80 mil e R$ 130 mil, que se enquadravam dentro do nosso orçamento. Como em Niterói - cidade em que moramos agora- os imóveis estão supervalorizados, optamos por São Gonçalo, onde está havendo uma grande evolução na área da construção civil. Além disso, o bairro oferece vários tipos de comércios, é próximo de bancos, shoppings, e tem saída fácil para a BR-101 e RJ-104", justifica Anderson. Para eles, as formas de entrada da maioria dos imóveis que pesquisaram foi a pior parte enfrentada pelo casal. "Estávamos concluindo a faculdade e não tínhamos uma grande quantia guardada na poupança. Os apartamentos estão cada vez mais caros e menores", explica Andrade. Fonte: O Fluminense - 17/02/2014