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Ingá desponta como bairro disputado no mercado imobiliário niteroiense

O bairro Ingá, na Zona Sul de Niterói, ao longo dos anos, tem se transformado no sonho de moradia de muitos niteroienses, por possuir grande oferta de serviços, comércio, entre outras necessidades da vizinhança. Esta característica aliada à proximidade de Icaraí - também na Zona Sul - e do Centro, o torna "extremamente atrativo", segundo o diretor superintendente, Julio Kezem, da construtora Soter, que atende no Centro do município. Outro item seria a "tranquilidade" que o local oferece por ser um bairro com moradores antigos e costumeiros, o que representa "qualidade de vida", além dos preços de aluguel e compra de imóveis, muitas vezes mais atraentes do que o restante da região, considerando as vantagens do lugar. "É tradicionalmente um bairro residencial, com uma boa oferta de infraestrutura, como supermercados, escolas, faculdade, saúde, entre outros. Dependendo de sua ocupação, o morador não precisa sair de lá, ou, se tiver que se deslocar, contará com a proximidade do Centro e de Icaraí, o que torna um ótimo lugar para se viver", pontua Julio Kezem. De acordo com Bruno Serpa Pinto, diretor superintendente da imobiliária Brasil Brokers, localizada em Icaraí e na Região Oceânica da cidade, o comprador de residências no Ingá costuma ser o próprio morador do bairro, que reconhece a importância do local e a valorização que seu imóvel pode ter, devido à crescente demanda por casas no bairro. Conforme o executivo, o metro quadrado do lugar está em torno de R$ 7,5 mil. "Tudo que é colocado à venda ou é lançado no Ingá é comercializado com uma rapidez enorme. Os imóveis são mais baratos do que em Icaraí, e o bairro contempla todos os serviços que um morador necessita. Além disso, a proximidade com a praia, o Centro, a Ponte Rio-Niterói, e a questão da mobilidade urbana são outros atrativos", contabiliza Serpa Pinto. Em família - A assessora de imprensa, Sylvia Braune, de 36 anos, mora com o marido, Henrique Tavora, de 29 anos, que é chefe de cozinha no Rio de Janeiro, e a sua filha, Nina Flor, de 4 anos. Ela se casou em setembro do ano passado e se mudou para um apartamento de três quartos, com varanda, no bairro, em fevereiro deste ano. Antes, o casal morava na Tijuca, Zona Norte da capital. "O apartamento era da minha sogra desde 1982. Viemos para cá porque é um excelente bairro, seguro, perto dos shoppings, das barcas, da saída para o Rio, onde tenho que atender alguns clientes, além de ser o local de trabalho do meu marido. Mas quem não tem um imóvel no Ingá e vive aqui de aluguel sentiu o aumento dos valores. Aqui o condomínio saltou cerca de R$ 200. Muita gente está deixando o meu prédio por isso", ressalta. O webdesigner Paulo Felippe Molko Belladonna, de 30 anos, divide a locação do apartamento no Ingá com um amigo, o cabeleireiro Carlos Fábio Junior, de 31 anos. O imóvel, de dois quartos e uma dependência de empregada, é do seu avô, que aluga o imóvel por cerca de R$ 2,2 mil para o neto, além do condomínio de aproximadamente R$ 700, depois de um aumento de R$ 70 em 2014. Para ele, o valor não é tão diferente de Icaraí, mas ele tem preferência pelo lugar. "Moro no Ingá desde criança. Gosto muito daqui por conta da fácil locomoção. É perto da Cantareira, onde frequento muito, o Centro e Icaraí. Tem bastante comércio, mercado. Tudo aqui tem acesso muito fácil para resolver as coisas. É um bairro muito procurado", diz ele. Fonte: O Fluminense - 24/02/2014