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Governo negocia reajuste menor na prestação do Minha Casa Minha Vida

  A presidente da Caixa, Miriam Belchior, informou ontem que o governo vai manter o plano de reajustar a prestação mínima cobrada na primeira faixa do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), mas o aumento pode ser menor do que havia sido previsto no ano passado. A nova regra, que vale para quem ganha até R$ 800, será usada na terceira fase do programa. Depois de se encontrar com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, Miriam explicou que a prestação vai mudar porque não é reajustada desde 2009, e o salário-mínimo e os imóveis subiram no mesmo período. - Esse aumento da prestação está em linha com o crescimento da renda e do preço dos imóveis - disse a presidente da Caixa. Quando anunciou a terceira etapa do programa, em setembro do ano passado, o governo informou que mudaria as regras e que a prestação mínima da primeira faixa subiria. Pela nova sistemática, a primeira faixa (que tem juros subsidiados) inclui pessoas que ganham até R$ 1.800 por mês. AJUDA PARA A ECONOMIA Para quem recebe até R$ 800, o valor da parcela passaria de R$ 25 para R$ 80. Já quem recebe entre R$ 800 e R$ 1,2 mil, pagará o equivalente a 10% da renda na prestação. As famílias com renda mensal entre R$ 1,2 mil e R$ 1,6 mil pagarão 15%, e, aquelas com renda entre R$ 1,6 mil e R$ 1,8 mil, 20%. O que o governo discute agora é se a prestação mínima poderia ser menor do que R$ 80. Miriam não quis adiantar qual será o novo valor, mas afirmou que o subsídio dado pelo governo não mudará. Ela e Barbosa têm discutido o papel da Caixa na estratégia que está sendo montada pelo governo para recuperar a economia. Uma das linhas de ação é os bancos públicos usarem os recursos recebidos do Tesouro pelo pagamento das pedaladas fiscais para reforçar linhas de crédito para setores como a construção civil. A Caixa, por exemplo, recebeu R$ 1,5 bilhão das pedaladas, e esses recursos ajudarão a financiar o Minha Casa Minha Vida. O BNDES, por sua vez, recebeu R$ 30,04 bilhões, o FGTS, R$ 22,6 bilhões, o Banco do Brasil, R$ 18,2 bilhões. - A Caixa é um banco público que dá crédito, e queremos atender a necessidade de diversos setores para alavancar a economia - disse a presidente do banco, na saída do encontro com o ministro da Fazenda. Miriam também afirmou que o governo deve realizar a abertura de capital (IPO) da Caixa Seguradora no meio deste ano. Ela lembrou que a operação, que deveria ter sido realizada ano passado, acabou sendo adiada por causa das turbulências na economia e na política. IPO ESTÁ 'APENAS SUSPENSO' Segundo ela, a primeira janela de oportunidade para o IPO será em abril, mas é pouco provável que a operação ocorra nesse período. - O IPO está apenas suspenso devido à situação do mercado. Assim que o quadro desanuviar, ele vai ser feito. Eu acho que está mais para meio do ano, começo do segundo semestre, mas vamos avaliar a situação do mercado, como já fizemos no ano passado.   Fonte: O Globo - 14/01/2016