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Escalada do preço dos imóveis cria rotas migratórias no Rio

A alta nos preços do metro quadrado de imóveis atinge progressivamente a todas as regiões da cidade. O fenômeno parte dos locais mais valorizados da Zona Sul, mas não se restringe a eles, chegando mesmo a impactar os bairros com tradição de ter residências mais baratas. Um dos locais com maior número de lançamentos recentes, a Barra da Tijuca está perto de chegar o limite de seu potencial de expansão territorial. José Romão, diretor de vendas da Brasil Brokers, prevê que até o final de 2013 devem ser lançadas ainda muitas unidades no local, mas afirma: “O bairro que está vivendo uma verdadeira explosão é o Recreio, para onde vão aqueles que não conseguiram comprar apartamento na Barra”. A migração é encarada com naturalidade pelos empresários e na conversa com alguns deles, é possível traçar um mapa desses movimentos. “Quem está de olho nos bairros de Ipanema e Leblon — com escassos lançamentos hoje em dia — tem comprado na Fonte da Saudade, na Lagoa, e até Botafogo”, confirma Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato de Habitação do Rio (Secovi-Rio). Os moradores que encontraram dificuldades de arcar com os custos de um apartamento na Tijuca, um dos bairros mais valorizados no mercado imobiliário, tendem a buscar alternativas na Vila da Penha, Madureira e Vista Alegre, segundo Schneider. Os bairros situados do lado de lá do túnel da Grota Funda, como Santa Cruz e Campo Grande, têm recebido grande aporte de investimentos em shoppings e prédios residenciais e comerciais, conforme comentou Leonardo Schneider. “Com isso, eles acabam se tornando mais atrativos para a classe média baixa como opção de moradia para fugir dos altos preços”, explicou o representante do Secovi. Copacabana, localizada no coração da Zona Sul, foi apontada como uma região interessante para todas as faixas de renda. “Lá, é possível encontrar tanto ofertas de alto padrão para classes A e B, quanto as mais modestas, acessíveis para as demais”, revelou Schneider. A vendedora Daniele Oliveira, 35 anos, teve dificuldades de equilibrar a equação preço-conforto-localização na ponta do lápis na hora de comprar seu apartamento. “Quando encontramos imóveis com preços baixos, eles são muito pequenos. Se a metragem é mais generosa acaba sendo pior, pois os preços são exorbitantes”, contou a vendedora. Ela quis permanecer no Engenho Novo onde já morava, mas estava à procura de melhor relação custo-benefício. “Como não dá para ter tudo, eu e meu marido avaliamos tipologia, preço e lazer ”, explicou.