Dilma entrega 500 casas do Minha Casa, Minha Vida

  Presidente participou da cerimônia ao lado do governador Luiz Fernando Pezão. Famílias beneficiadas viviam às margens do Rio Sarapuí e em outras áreas de risco; cidade tem mais 6,5 mil unidades em construção pelo programa Minha Casa Minha Vida. Famílias que moravam às margens do Rio Sarapuí, na Baixada Fluminense, receberam na quintafeira as chaves das novas residências construídas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Ao todo, 500 apartamentos foram entregues pela presidente Dilma Rousseff e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. O condomínio fica no bairro Nossa Senhora do Carmo, em Duque de Caxias. Na construção, o governo investiu R$ 31,4 milhões. Entre os moradores que receberam os imóveis, estão pessoas que deixaram áreas de risco e vítimas de enchentes. Rosemere Carneiro Queiroz, de 36 anos, vai morar, com as duas filhas, em um apartamento no quarto andar de um dos blocos. Após o discurso da presidenta, ela olhava um encarte de móveis pensando no que poderá comprar para a sua casa. "Eu dormia com as minhas filhas no chão da sala. Já não comprava móveis porque perdi muitas coisas nas enchentes", disse a moradora de Caxias, cuja antiga casa ficava na comunidade que, entre um valão e o Rio Sarapuí. "Era uma área de risco. Estávamos cercados pelos rios e sempre tinha enchente". Desde a inscrição no programa, Rosemere esperou um ano para receber a chave de seu apartamento. Além dos 500 imóveis de hoje, o município de Duque de Caxias vai receber mais 6,5 mil residências do Minha Casa, Minha Vida, totalizando mais de 10 mil moradias com as 3,8 mil que foram entregues desde o início do programa. Cinco trabalhadores demitidos da empresa Alumini na construção Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) conseguiram acompanhar o evento. Eles usavam camisas com inscrições sobre a situação pela qual estão passando. "Viemos aqui para que a presidenta veja a nossa situação. O acordo que foi feito não foi bom para nós", disse Alexandre Lopes, um dos participantes do protesto. Segundo ele, só daqui a cinco meses, a empresa pagará a primeira das seis parcelas da rescisão de contrato decidida em acordo. Em dívida com os trabalhadores, a Alumini, uma das empresas responsáveis pela obra, pediu recuperação judicial alegando atrasos nos pagamentos da Petrobras por obras executadas. No mês passado, a estatal reconheceu parte da dívida alegada pela terceirizada e se comprometeu a fazer o repasse, que será destinado ao pagamento de salários atrasados e verbas rescisórias.   Fonte: Jornal do Commercio - 10/04/2015