Certificações pelo selo Leed aumentaram 51% em 2013

A cada ano, as construções se tornam mais verdes no país. De acordo com balanço divulgado esta semana pelo Green Building Council (GBC), o país fechou 2013 com 829 pedidos de registro ao selo internacional sustentável Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental). E teve 126 certificações concedidas. No primeiro caso, o aumento em relação a 2012 é de 27%. Quando à concessão de selos, o crescimento chegou a 51%. Já na comparação com os últimos dois anos, o número de registros praticamente dobrou e o de certificados triplicou. No fim de 2011, eram 432 pedidos e 41 selos. E, segundo a organização, o GBC Brasil registrou dois novos projetos no processo de certificação a cada três dias úteis do mês. No ranking mundial de pedidos de certificação, atualmente o país ocupa a quarta posição, atrás de Estados Unidos, China e Emirados Árabes e à frente do Canadá. Mas, segundo o diretor-gerente da instituição no Brasil, Felipe Faria, a expectativa é de alcançar a terceira colocação ainda no primeiro semestre de 2014. Em outros países, a participação verde com base em critérios do Green Building chega a 20% do PIB da construção, em termos de valor de mercado destas edificações. Um estudo recente da empresa de consultoria EY, a antiga Ernest Young, mostra que a construção sustentável, tendo como base o valor de mercado das edificações registradas ou certificadas Leed, representa 9% no Brasil. Brasil vai sediar congresso mundial  Aliás, em 2014 não são apenas os olhos dos apaixonados por futebol que estarão no Brasil. Em agosto, o país também será a sede do Congresso Mundial do World GBC e vai reunir em São Paulo mais de cem representantes e líderes da construção sustentável de todo o mundo. Outro projeto que deve ser concluído no próximo ano é o Referencial GBC Brasil Casa, em que nove projetos pilotos serão usados como parâmetros nacionais de viabilidade, economia e técnica de sustentabilidade. - Há muita expectativa na disseminação das práticas e oportunidades da construção sustentável em 2014, por conta do ingresso do movimento no maior volume construtivo do país, que é o setor residencial - diz Faria. Fonte: Jornal O Globo - 05/01/2014